25/02/2026
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John Textor Afastado da Eagle: Impacto no Botafogo e ‘Guerra Civil

John Textor, proprietário da SAF do Botafogo, foi oficialmente afastado da posição de comando da Eagle Football Holdings (EFH), conforme decisão tomada no final de janeiro. Este movimento se deu quando a Ares Management ativou uma cláusula de proteção ao crédito em meio a um processo interno na justiça britânica, motivada pelo agravamento da situação financeira e societária da holding. Textor, em comunicado, caracterizou a situação como uma “guerra civil”.

Este afastamento retira Textor da direção operacional da Eagle e sinaliza uma reviravolta no complicado processo financeiro envolvendo a empresa. O documento que formalizou o afastamento de Textor se refere especificamente ao final do mês de janeiro.

Segundo apurações do GLOBO no mês passado, o estopim para a ação foi uma reestruturação interna liderada por Textor, que resultou no afastamento de membros independentes da governança da Eagle. Esta medida foi interpretada como um aumentado risco pelos credores, o que levou a Ares a acionar garantias contratuais previstas para casos de descumprimento ou deterioração da governança.

Contudo, existe uma distinção importante do ponto de vista societário. A Eagle continua como controladora do Botafogo, mas a mudança não implica automaticamente na troca de controle da SAF alvinegra. A gestão, atualmente nas mãos de Textor, só pode ser alterada por decisão do Conselho da SAF ou com o término da decisão liminar do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, que atualmente protege a composição do Conselho e a estrutura de governança.

Dessa forma, mesmo com a Ares assumindo o controle da Eagle como credora, a gestão do Botafogo permanece inalterada neste primeiro momento. No entanto, Textor pode ser destituído de seu cargo posteriormente.

Após a decisão se tornar pública, Textor se manifestou por meio de uma extensa nota oficial na qual explicou as decisões recentemente tomadas, como as demissões de Hemen Tseayo e Stephen Welch, e expressou seu descontentamento com a situação do Botafogo, que segundo ele, foi “deixado à deriva”.

No comunicado, Textor afirma que a situação gerou uma “guerra civil lamentável”, transformando uma organização esportiva bem-sucedida em um “atoleiro financeiro”. Ele critica a criação de um “conselho secreto” na França, considerado por ele uma clara violação da lei francesa.

Em sua nota, Textor também detalha uma cronologia de eventos para auxiliar o público a entender os registros conflitantes na Companies House, no Reino Unido. Ele se opõe ao arquivamento de documentos por credores na Companies House, que buscam restringir os direitos dos acionistas das empresas do Grupo Eagle.

Textor relata que, em 25 de janeiro de 2026, removeu dois membros do conselho de administração da Eagle Bidco e menciona a descoberta de um “Acordo Paralelo” secreto que, segundo ele, teria violado a lei francesa. Em resposta a essa descoberta, Textor diz que tomou medidas para consolidar o controle do conselho de administração da Eagle Bidco.

Textor finaliza a nota dizendo que sua decisão de remover os diretores não tinha a intenção de encerrar a relação profissional com eles, mas sim de fortalecer a relação e a empresa. Ele nega as notícias de uma tentativa de golpe e afirma que teria removido um pequeno número de diretores que provavelmente se oporiam ao acionista majoritário.

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