O Brasil registrou 72.529 acidentes de trânsito em 2025, com 6.043 mortos e 83.550 feridos, segundo o anuário da Polícia Rodoviária Federal. No mesmo período, foram cometidas mais de 10 milhões de infrações, um aumento de quase 8% em relação ao ano anterior.
Os dados são mencionados em um artigo de opinião sobre a campanha Maio Amarelo. O texto defende que o trânsito não é feito apenas de veículos, vias e regras, mas de pessoas. Por isso, a segurança viária envolve empatia, cuidado e respeito.
O autor afirma que os números não devem ser vistos como estatística distante. Cada morte representa uma história interrompida e cada ferido carrega consequências físicas, emocionais e familiares. As infrações mostram que muitos motoristas enxergam o trânsito como um espaço individual, quando ele deveria ser um pacto coletivo.
Dirigir exige técnica e consciência. A empatia aparece ao entender que pedestres, ciclistas, motociclistas e motoristas de aplicativo estão todos tentando chegar a algum lugar. O cuidado está em escolhas simples, como reduzir a velocidade, não usar o celular e respeitar a faixa. O respeito é reconhecer que nenhuma urgência pessoal vale mais do que uma vida.
A campanha Maio Amarelo convida a sair do automático. O artigo defende que é preciso transformar o trânsito em um espaço de cidadania, e não apenas de deslocamento. A habilitação não deve ser vista como permissão para conduzir, mas como compromisso com a vida.
O texto conclui que o futuro da mobilidade não depende apenas de veículos mais modernos, elétricos ou conectados. Depende, antes de tudo, de motoristas mais conscientes.
