02/05/2026
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Brasil penta, mas laterais viram dor de cabeça

O Brasil, que construiu sua história de cinco títulos mundiais com laterais lendários como Djalma Santos, Nilton Santos, Carlos Alberto, Cafu e Roberto Carlos, enfrenta um momento de escassez na posição para a Copa do Mundo de 2026. O técnico Carlo Ancelotti admite a dificuldade.

Em 1958, Nilton Santos, então lateral esquerdo em uma função defensiva, arrancou para o ataque e fez um gol histórico contra a Áustria. Zagallo, ponta-esquerda daquela equipe, relembrou em 2013 que cobriu a posição e o técnico Vicente Feola se desesperou, mas depois aplaudiu. “A partir dali, os laterais nunca mais jogaram do mesmo jeito”, disse Zagallo.

Agora, na luta pelo hexa, os jogadores disponíveis não têm o mesmo nível. A opção inicial para a lateral direita era o zagueiro Éder Militão, que atuava no Real Madrid e já havia feito a função. No entanto, o beque de 28 anos passou por uma cirurgia na coxa esquerda e está fora da Copa.

As alternativas também são improvisadas. Wesley, 22, que surgiu como lateral direito, atua na Roma como ala esquerdo ofensivo. Danilo, 34, foi lateral por boa parte da carreira, mas hoje é zagueiro reserva do Flamengo. Ancelotti já confirmou Danilo na lista de 26 jogadores, mais pela experiência e liderança do que pela produção em campo. “Danilo é um jogador muito importante, não só em campo”, disse o italiano.

Na lateral esquerda, os indicados são Alex Sandro, 35, do Flamengo, e Douglas Santos, 32, do Zenit. Ancelotti também testou Caio Henrique, Carlos Augusto e outros, mas aposta em jogadores defensivamente sólidos para iniciar contragolpes para atacantes como Vinicius Junior.

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