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Durigan: próximos passos são reduzir gastos e endurecer arcabouço fiscal

Por Jornal de Barcelos · · 3 min de leitura
Durigan: próximos passos são reduzir gastos e endurecer arcabouço fiscal
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O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou nesta segunda-feira (27) que os próximos passos da agenda econômica do país incluem a redução dos gastos obrigatórios, o endurecimento do arcabouço fiscal e a modernização do Estado. Ele também disse que, com a queda da taxa básica de juros, haverá "um boom" de investimentos no Brasil. As declarações foram dadas em entrevista à Rádio Jornal, de Pernambuco.

"Qual é o próximo passo? Diminuir o gasto obrigatório, manter a nossa regra de gasto do arcabouço, ou mesmo endurecê-la um pouco mais para dar esse sinal de credibilidade. E modernizar o Estado. Nós temos que acabar com a declaração de imposto de renda, as notas fiscais têm que ser unificadas na nova reforma tributária, sem trabalho para as pessoas, sem o Estado ser um estorvo. O Estado tem que ser solução, tem que ser útil para as pessoas", declarou Durigan.

O ministro fez uma avaliação sobre as medidas de controle das contas públicas. Para ele, o governo precisa "seguir transformando regras internas" para diminuir o gasto obrigatório. Caso contrário, disse, o presidente só "apertará o botão", em referência ao aumento das despesas não discricionárias.

Durigan também comentou as falas do presidente da Argentina, Javier Milei, que fez ataques ao governo brasileiro e disse confiar em Flávio Bolsonaro (PL) para "conseguir parar a escória socialista". O ministro classificou Milei como "palhaço".

"Não dá para entrar na onda que o Brasil vai virar o apocalipse e vai ter problema", disse Durigan, ao comentar os indicadores econômicos positivos do país, como a mínima na taxa de desemprego. Ele ponderou que os desafios da economia brasileira ainda não estão resolvidos, citando as taxas de juros elevadas e o endividamento.

Com o custo de crédito alto, a economia tende a desacelerar, mas não há recessão projetada. Para o ministro, falar em recessão é um exagero. "Me parece que eleições são usadas para forçar a barra", afirmou.

Sobre o cenário fiscal, Durigan disse que há um desafio de trajetória nas contas públicas e prometeu buscar soluções para uma dinâmica mais sustentável para os gastos públicos. Ele garantiu que a situação fiscal do país para o próximo governo será melhor do que a encontrada por ele e pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

"Nós temos um importante desafio nas contas públicas de trajetória. Não é um desafio urgente, iminente, que vai quebrar o país ano que vem, porque não se trata disso. Se trata de, prontamente, de maneira urgente, apresentar soluções que mostrem uma trajetória do gasto público brasileiro que seja mais sustentável com a realidade do país", afirmou.

Segundo Durigan, o Congresso Nacional tinha uma lista de pautas-bomba para votar neste ano, mas elas foram travadas graças ao seu trabalho na Fazenda. "Veja que o Congresso Nacional tinha uma lista de projetos para votar até o primeiro semestre. Não votou, graças ao meu trabalho aqui em Brasília", disse. Ele repetiu que enviará o Orçamento de 2027 sem surpresas e que os gastos públicos, incluindo os da Secretaria de Comunicação Social (Secom), são previstos e seguem os limites fiscais, sujeitos a bloqueios orçamentários.

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