27/04/2026
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El Niño em maio: mais chuva no Sul e seca no Norte

El Niño em maio: mais chuva no Sul e seca no Norte

A Organização Meteorológica Mundial (OMM), agência da ONU para clima e tempo, informou que há maior chance de formação de um novo El Niño já a partir de maio. O fenômeno pode alterar o padrão de chuvas e temperaturas em várias regiões do mundo, incluindo o Brasil.

Segundo a OMM, as temperaturas da superfície do mar no Pacífico Equatorial estão subindo rapidamente após um período de neutralidade no início do ano. Os modelos climáticos indicam uma mudança clara no oceano e apontam alta probabilidade de retorno das condições de El Niño entre maio e julho, com intensificação nos meses seguintes.

O chefe de previsão climática da OMM, Wilfran Moufouma Okia, disse em nota: “Após um período de condições neutras no início do ano, os modelos climáticos estão agora fortemente alinhados, e há grande confiança no início do El Niño, seguido por uma maior intensificação nos meses seguintes”.

O El Niño ocorre quando as águas do Pacífico Equatorial central e oriental ficam mais quentes que o normal por um período prolongado. Esse aquecimento altera a circulação da atmosfera e pode mudar o comportamento das chuvas, das secas e das temperaturas em diferentes partes do planeta.

A OMM ponderou que ainda há incerteza nas previsões feitas nesta época do ano. Segundo Okia, os modelos indicam que o evento pode ser significativo, mas a chamada barreira de previsibilidade da primavera no Hemisfério Norte dificulta projeções mais precisas antes do fim de abril.

Para o trimestre de maio a julho, a entidade prevê temperaturas acima do normal em quase toda a superfície terrestre. A OMM destacou que o El Niño costuma favorecer mais chuva em partes do sul da América do Sul e tempo mais seco em áreas da Austrália, Indonésia e sul da Ásia.

No Brasil, segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), o fenômeno costuma provocar efeitos opostos entre as regiões: mais chuva no Sul e maior risco de seca na faixa norte das regiões Norte e Nordeste. O impacto depende da intensidade do evento, da época do ano e da interação com outros fatores climáticos.

A OMM afirmou ainda que não usa a expressão “super El Niño”, por não se tratar de uma classificação técnica padronizada. A entidade disse que não há evidência de que as mudanças climáticas aumentem a frequência ou a intensidade dos eventos de El Niño, mas ressaltou que oceanos e atmosfera mais quentes podem ampliar efeitos associados, como calor intenso e chuva volumosa.

A próxima atualização da OMM sobre o El Niño será divulgada no fim de maio.

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