17/06/2026
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EUA e Irã fecham acordo para fim da guerra no Oriente Médio

EUA e Irã fecham acordo para fim da guerra no Oriente Médio

Estados Unidos e Irã anunciaram um acordo nesta segunda-feira (15) para o fim imediato da guerra no Oriente Médio, incluindo o conflito no Líbano. A assinatura do documento está prevista para sexta-feira (19), em Genebra.

O conteúdo do acordo não foi divulgado. O Irã indicou que as negociações para um acordo definitivo devem começar em até 60 dias, abordando temas como o programa nuclear e as sanções contra sua economia.

O primeiro-ministro do Paquistão, Shehbaz Sharif, mediador do conflito, anunciou o compromisso e o classificou como “passo histórico em direção à paz”. Washington e Teerã confirmaram a informação.

Em sua plataforma Truth Social, o presidente dos EUA, Donald Trump, escreveu: “O acordo com a República Islâmica do Irã já está concluído. Parabéns a todos!”. Ele autorizou a abertura do Estreito de Ormuz sem cobrança de pedágio e a suspensão do bloqueio naval americano. Depois, afirmou que a passagem só será reaberta após a assinatura do acordo.

A agência iraniana Fars informou que o Irã incluiu, no último momento, uma cláusula sobre o pagamento de pedágio no Estreito de Ormuz. A agência citou uma fonte anônima que acompanha as negociações, dizendo que o texto do memorando recebeu uma emenda para enfatizar a soberania do Irã e de Omã sobre o estreito. Segundo a Fars, o uso do termo “serviços marítimos” indica que os EUA aceitaram o pagamento de pedágios ao Irã.

O vice-ministro iraniano das Relações Exteriores, Kazem Gharibabadi, afirmou que o acordo põe “fim imediato à guerra”. Uma fonte diplomática indicou que EUA e Irã manterão negociações indiretas no Catar durante a semana, antes da assinatura.

Trump disse ao jornal The New York Times que o Irã aceitou uma moratória de 20 anos sobre o enriquecimento de urânio. Gharibabadi declarou que as próximas conversas tratarão do fim das sanções, da questão nuclear, da reconstrução e do desenvolvimento econômico do Irã, além de um mecanismo de supervisão dos acordos.

Israel reagiu. O ministro da Defesa, Israel Katz, anunciou que o Exército “permanecerá nas zonas de segurança no Líbano, na Síria e em Gaza por um período ilimitado”.

A comunidade internacional recebeu o acordo com alívio. O secretário-geral da ONU, António Guterres, disse esperar que as partes aproveitem o novo impulso para uma resolução final do conflito. Reino Unido, França, Alemanha e Itália celebraram o acordo e se disseram dispostos a suspender algumas sanções contra o Irã. Egito e Arábia Saudita também elogiaram o pacto.

Em Teerã, o vendedor Erfan, de 18 anos, disse esperar que o acordo principal seja assinado, as sanções suspensas e a economia reativada. O bancário Hossein Hagh Parast, de 31 anos, opinou que o povo está insatisfeito porque os EUA matam iranianos, incluindo crianças.

O conflito começou em 28 de fevereiro com bombardeios de Israel e dos EUA contra o Irã, que respondeu atacando alvos americanos no Golfo. Em 2 de março, o Líbano entrou na guerra após ataques do Hezbollah contra Israel. Os bombardeios israelenses provocaram mais de 3.700 mortes desde março, segundo o governo libanês. Uma fonte oficial libanesa disse que Beirute não foi informada sobre o acordo.

O acordo impulsionou as Bolsas e derrubou os preços do petróleo. O barril do West Texas Intermediate recuava mais de 5%, cotado a pouco acima de 80 dólares. O Brent do Mar do Norte era negociado por quase 83 dólares. O vice-presidente dos EUA, JD Vance, disse à Fox News que o objetivo é reduzir o custo da energia a longo prazo e criar um motor de prosperidade no Oriente Médio.

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