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Europa domina semifinais e França assume lugar que foi do Brasil

Por Jornal de Barcelos · · 2 min de leitura
Europa domina semifinais e França assume lugar que foi do Brasil
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Com a classificação da Espanha sobre a Bélgica, após um jogo equilibrado, a Copa do Mundo chega ao último dia das quartas de final. A França, principal força entre as seleções que seguem na disputa, já havia eliminado o Marrocos e garantido vaga. Neste sábado, Noruega x Inglaterra e Argentina x Suíça completam as semifinais.

A Europa já tem dois semifinalistas assegurados e terá um terceiro, já que noruegueses e ingleses se enfrentam. Resta saber se a Argentina conseguirá impedir um domínio absoluto do continente. Caso vença a Suíça, a América do Sul terá um representante. Se for eliminada, as quatro semifinalistas serão europeias.

Esse cenário não é casual. A Europa concentra os campeonatos mais fortes, maior capacidade de investimento e praticamente todos os principais jogadores do mundo. Mesmo talentos de outros continentes acabam formados nesse ambiente.

A Argentina tem qualidade para desafiar esse domínio, mas não terá facilidade diante da Suíça, que eliminou a Colômbia e mostrou organização.

Entre as seleções sul-americanas eliminadas, talvez a Colômbia merecesse sorte melhor. O Brasil, não. Quase uma semana depois da eliminação, é possível analisar sem emoção: a seleção brasileira saiu de forma coerente com o futebol que apresentou. Entre as candidatas ao título, foi a que menos justificou a fama.

As semifinais deste sábado confirmam que o centro do futebol mundial mudou. A França simboliza essa nova ordem. É forte, competitiva e transformou presença em fases decisivas em hábito. A França é hoje o que o Brasil já foi.

O domínio europeu reflete também a concentração de recursos. As ligas da Europa investem mais em estrutura, tecnologia e formação de atletas. Isso cria um ciclo onde os melhores jogadores atuam no continente e as seleções se beneficiam desse ambiente competitivo.

A Suíça, por exemplo, não tem grandes estrelas, mas mostrou disciplina tática para superar a Colômbia. A Argentina, mesmo com Messi, precisará de muito mais do que talento individual para vencer esse time organizado.

O Brasil, por sua vez, sai da Copa com a sensação de que o futebol apresentado ficou aquém do esperado. A eliminação precoce expõe problemas que vão além do resultado em campo. A falta de criatividade e a dependência de jogadas individuais foram evidentes.

Assim, a Copa do Mundo caminha para um desfecho que reforça a hegemonia europeia. Resta saber se a Argentina conseguirá quebrar essa lógica ou se a final será decidida entre seleções do Velho Continente.

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