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Ligações de Shimada com tráfico e fraude do INSS são investigadas

Por Jornal de Barcelos · · 2 min de leitura
Ligações de Shimada com tráfico e fraude do INSS são investigadas
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Uma investigação da Polícia Civil de São Paulo aponta que o empresário Victor Henrique de Oliveira Shimada comandava uma rede de lavagem de dinheiro ligada ao tráfico de drogas. A estrutura teria conexão com empresas envolvidas na fraude do INSS e na Operação Carbono Oculto, que investigou a infiltração do PCC no setor de combustíveis.

O caso, chamado de Operação Saturno, foi enviado à Justiça Federal em maio. O motivo foi a “possível conexão probatória com investigações federais já em andamento”, segundo a polícia. As descobertas foram encaminhadas à Polícia Federal.

As informações fazem parte da operação que prendeu Stella Stefanie Nunes Henrique de Oliveira, secretária de Shimada, na última sexta-feira. O empresário está foragido. A defesa de Shimada afirmou que deve se pronunciar mais tarde. A reportagem tenta contato com os advogados de Stella.

Dois dias antes da operação, ambos foram alvo de sanções do governo dos Estados Unidos. A alegação é de que eles operam um esquema de lavagem de dinheiro do PCC.

A investigação começou em 2024, com a prisão de Alexsandro Freitas Faria, conhecido como “Leko”. Com ele, a polícia apreendeu cerca de R$ 100 mil em espécie e outros itens ligados ao tráfico de drogas. A perícia no celular de Leko revelou uma rede de lavagem de dinheiro com transações entre pessoas físicas e jurídicas, dificultando o rastreamento dos valores.

O nome de Shimada surgiu a partir do cruzamento de dados do celular de Leko com outras investigações. A primeira ligação envolveu a Wave Intermediações, alvo de uma operação do Gaeco sobre desvios no patrocínio da VaideBet ao Corinthians.

Shimada foi ligado ao comando da Wave Intermediações, registrada em nome de terceiros. A empresa foi conectada à Victory Trading, microempresa fundada por ele em 2021. Em novembro de 2023, a Victory virou sociedade limitada e aumentou seu capital social de R$ 110 mil para R$ 30 milhões. Entre novembro de 2023 e março de 2024, a empresa recebeu R$ 25 milhões da Wave Intermediações.

O relatório final do caso aponta que as empresas de Shimada também se conectam a CNPJs envolvidos na fraude bilionária do INSS e na Operação Carbono Oculto. A conexão, segundo os investigadores, ocorre por meio de contas “bolsão”, usadas para receber valores de atividades criminosas.

O relatório da CPMI do INSS cita a Victory e a Wave Intermediações como parte da rede que recebia recursos desviados de aposentados e pensionistas. A investigação aponta Shimada como parte de um dos núcleos do esquema. Esse grupo tem conexão com empresas suspeitas de operar recursos da Arpar, ligada a Antônio Carlos Camilo Antunes, o “Careca do INSS”. O proprietário formal da Arpar, Rodrigo Moraes, foi preso em dezembro.

O relatório da Operação Saturno também cita uma ponte entre esse núcleo e a Wise Tech, empresa investigada na Carbono Oculto. Investigadores afirmam haver conexão entre ela e um empresário envolvido na operação.

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