Selton Mello cobra Globo: Sessão de Terapia é utilidade pública

O ator Selton Mello usou as redes sociais para defender que a série "Sessão de Terapia" seja exibida na TV aberta. Ele respondeu a uma seguidora que pedia a série em um bom horário na televisão, argumentando que um conteúdo tão necessário não deveria ficar restrito a plataformas pagas.
Selton Mello concordou com a fã, afirmou que a série ajudaria milhares de pessoas e confessou que já cansou de falar sobre o assunto. Ele declarou que "nem que seja de madrugada, é utilidade pública". A declaração movimentou a internet e reacendeu o debate sobre o acesso a conteúdos de saúde mental.
A série "Sessão de Terapia" é um drama que coloca o espectador na posição de paciente, abordando temas como crise de culpa, burnout e problemas familiares. A trama, que começou no GNT, foi relançada com mais orçamento e se tornou um sucesso no streaming. A produção tem cinco temporadas e uma sexta está a caminho, tudo sob a direção e atuação de Selton Mello.
O pedido do ator cria um impasse. De um lado, a Globo mantém a série como um produto exclusivo do Globoplay, usando-a como atrativo para assinaturas. Do outro, Selton Mello defende que a série deveria ser tratada como utilidade pública, e não como um produto premium. Ele argumenta que o conteúdo deveria alcançar pessoas que não têm acesso a serviços de streaming.
Nas redes sociais, o desabafo de Selton Mello gerou uma reação em cadeia. Fãs pedem a série na TV aberta, enquanto outros comentam que começaram a fazer terapia depois de assistir ao programa. Muitos dizem que se identificaram com os dilemas dos pacientes das temporadas passadas. A discussão mostra a diferença entre a estratégia da emissora, focada em reter clientes, e a visão do ator, que pensa no alcance social da obra.
Selton Mello defende que a TV aberta levaria a série a um público que muitas vezes não tem dinheiro ou paciência para lidar com aplicativos de streaming. Para ele, a série pode ajudar pessoas que mais precisam desse tipo de conversa, mas que não têm acesso fácil à plataforma paga.


