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Varejo paulista cai 6,9% em abril e acumula retração de 5,1% no ano

Por Jornal de Barcelos · · 2 min de leitura
Varejo paulista cai 6,9% em abril e acumula retração de 5,1% no ano
Foto: Reprodução/Fecomercio

O faturamento real do comércio varejista no Estado de São Paulo caiu 6,9% em abril de 2026 na comparação com o mesmo mês de 2025. O total registrado foi de R$ 122,1 bilhões, de acordo com a Pesquisa Conjuntural do Comércio Varejista (PCCV).

O resultado indica uma desaceleração do consumo. Segundo a nota, isso ocorre após um ciclo de expansão praticamente ininterrupto desde a retomada pós-pandemia e depois do recorde de faturamento registrado no ano passado.

A pesquisa é realizada pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP), em parceria com a Secretaria da Fazenda do Estado (Sefaz/SP). No acumulado de janeiro a abril de 2026, as vendas varejistas tiveram retração de 5,1%. Isso equivale a um faturamento R$ 25,9 bilhões inferior ao observado no mesmo período de 2025.

Das nove atividades analisadas, apenas as concessionárias de veículos apresentaram crescimento real no período, de 8,3%. Esse setor contribuiu com 0,9 ponto porcentual para o resultado geral, mas não foi suficiente para compensar as quedas nos demais segmentos.

A FecomercioSP avalia que, apesar da base de comparação elevada, o cenário macroeconômico tem pressionado a demanda. Os fatores apontados são juros altos, crédito mais restrito, inflação acima do teto da meta e famílias endividadas e inadimplentes. A entidade também afirma que esses fatores, ao atingirem o consumo discricionário, já começam a afetar as compras essenciais, o que amplia a perda de fôlego do varejo.

Em abril, a maior queda foi registrada no setor de eletrodomésticos, eletrônicos e lojas de departamentos, com recuo de 30,1%. Também houve retração em autopeças e acessórios (-9,1%). Entre os setores de consumo mais frequente, as quedas foram: supermercados (-7,7%), vestuário, tecidos e calçados (-7,6%), materiais de construção (-7,5%), móveis e decoração (-5,9%) e farmácias e perfumarias (-0,4%). Esses setores compuseram uma pressão negativa de 7,8 pontos porcentuais no indicador geral.

A PCCV é elaborada com base nas receitas mensais informadas por empresas varejistas ao governo paulista. Isso ocorre por meio de um convênio de cooperação técnica entre a Sefaz/SP e a FecomercioSP. Os dados são segmentados por Delegacias Regionais Tributárias e abrangem todos os municípios do Estado, além de nove setores do varejo. O tratamento técnico permite apurar o faturamento real e o volume de vendas por atividade e região.

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