O novo presidente da Hapvida, Lucas Adib, detalhou pela primeira vez a estratégia que pretende adotar para reverter a situação da empresa. Em uma teleconferência com investidores, ele classificou o plano como de “guerrilha”.
Segundo Adib, a companhia passará a ter atuações diferentes em cada região do país. A medida será definida de acordo com o cenário competitivo de cada localidade. O objetivo é adaptar a operação para enfrentar concorrentes específicos em mercados onde a Hapvida enfrenta maior pressão.
O executivo assumiu o cargo em meio a um momento desafiador para a operadora de saúde. A empresa busca recuperar sua posição no setor após um período de dificuldades financeiras e operacionais.
A abordagem regionalizada marca uma mudança em relação à estratégia anterior, que era mais uniforme em todo o território nacional. A nova gestão pretende ser mais ágil e focada nas particularidades de cada praça.
Adib não detalhou quais regiões receberão prioridade ou quais ações específicas serão implementadas. A expectativa do mercado é que a empresa apresente um plano mais completo nos próximos meses.
Pressão sobre resultados
A Hapvida enfrenta cobranças de acionistas por melhores resultados. A ação da companhia acumula queda expressiva no último ano. Investidores aguardam medidas concretas para reduzir custos e aumentar a eficiência.
A empresa também precisa lidar com a alta na sinistralidade, que é o índice que mede os gastos com procedimentos médicos em relação ao valor arrecadado com os planos de saúde. Esse indicador pressiona as margens da operadora.
O novo CEO tem experiência no setor de saúde e foi escolhido para liderar o processo de reestruturação. A Hapvida é uma das maiores operadoras de planos de saúde do Brasil, com milhões de beneficiários.
O mercado segue atento aos próximos passos da administração. A empresa precisa demonstrar capacidade de execução para recuperar a confiança dos investidores e reverter o desempenho negativo dos últimos períodos.
