04/05/2026
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Novo Desenrola cobre 27,7 milhões e R$ 97 bi, diz Febraban

Novo Desenrola cobre 27,7 milhões e R$ 97 bi, diz Febraban

São Paulo, 04 – O Novo Desenrola Brasil, programa do governo para reduzir o endividamento das famílias, pode abranger 27,7 milhões de clientes e um estoque de R$ 97,3 bilhões, segundo comunicado da Federação Brasileira de Bancos (Febraban) divulgado nesta segunda-feira, 4. A conta considera o público-alvo da iniciativa, formado por consumidores com renda de até cinco salários-mínimos e dívidas no cartão de crédito, cheque especial e crédito direto ao consumidor (CDC).

Na nota, a Febraban reafirmou o compromisso do setor bancário com a renegociação do passivo mantido pelas famílias brasileiras, diante da inadimplência e do comprometimento de renda em níveis recordes, sobretudo entre pessoas de menor poder aquisitivo. A entidade disse ser necessário somar esforços com o setor público e outras associações para construir uma solução capaz de devolver fôlego financeiro a milhões de brasileiros.

A Febraban acrescentou que o programa foi construído em consenso entre as entidades do setor e o Ministério da Fazenda. O objetivo, segundo o comunicado, é oferecer alívio mais imediato aos mais endividados e recuperar gradualmente a retomada responsável do acesso ao crédito. “Com as condições anunciadas, a expectativa dos bancos é que as famílias se sintam atendidas em sua real capacidade de pagamento ao repactuarem seus compromissos”, diz.

Na visão da Febraban, a oferta de garantias para uma parcela relevante das dívidas renegociadas reflete a corresponsabilidade do Estado no processo, considerada importante para reduzir o custo do crédito. O mecanismo viabiliza juros inferiores aos das modalidades originais e converte dívidas mais caras em parcelas mais acessíveis. “Para os bancos, a repactuação das dívidas reduz o custo da inadimplência, cria incentivos relevantes e favorece o ambiente de crédito para os mais endividados”, acrescenta.

Por último, a Febraban pediu que o Novo Desenrola Brasil seja acompanhado de iniciativas de educação financeira. “Isso é essencial para apoiar as famílias no uso consciente do crédito, evitar o reendividamento e consolidar os ganhos sociais e econômicos esperados do programa”, conclui a nota.

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