17/03/2026
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XP e Kalshi anunciam predictions market no Brasil

A XP International e a Kalshi anunciaram o lançamento dos chamados prediction markets no Brasil. A iniciativa é realizada por meio da marca Clear.

A medida coloca a XP, através da Clear, como a primeira a oferecer esse tipo de ativo no país. O objetivo é ampliar o acesso a instrumentos financeiros que já são comuns em outros mercados.

Clientes da Clear que têm conta de investimento internacional na XP International poderão acessar os prediction markets na plataforma offshore da corretora. Esse instrumento será adicionado ao portfólio global disponível.

Os prediction markets são uma categoria de derivativos financeiros. Eles permitem que investidores apostem em resultados de eventos e indicadores econômicos com base objetiva.

Os contratos têm preços formados em tempo real, que espelham as expectativas coletivas do mercado. Dessa forma, probabilidades se transformam em sinais claros de preço.

Lucas Rabechini, diretor de Produtos Financeiros da XP Inc., comentou a novidade. Ele disse que a XP tem a missão de ampliar o acesso a novas formas de investir. Segundo ele, esses mercados criam uma nova categoria de ativos no Brasil, dando mais uma ferramenta para análise, posicionamento e proteção de portfólio. Rabechini afirmou acreditar no alto potencial desse mercado para ampliar e complementar o atual.

A Kalshi é autorizada a operar nos Estados Unidos como uma bolsa de contratos de eventos. Ela é supervisionada pela Commodity Futures Trading Commission (CFTC), o órgão regulador do mercado de derivativos norte-americano.

Os prediction markets seguem a mesma estrutura regulatória aplicada a outros ativos negociados nos EUA, como ações, títulos de dívida e derivativos tradicionais. Há regras claras para formação de preço, liquidação e governança.

Esta é a primeira parceria estratégica da Kalshi com um grupo financeiro fora dos Estados Unidos. A ação reforça o papel da XP na introdução de soluções financeiras alinhadas a padrões regulatórios internacionais.

Luana Lopes Lara, cofundadora e diretora operacional da Kalshi, também se manifestou. Ela disse que, como brasileira, está muito animada por ter a XP como primeira corretora parceira da empresa fora dos EUA. Luana destacou que a XP é uma das maiores instituições financeiras do Brasil e que expandir o acesso a esses mercados para o país é um passo importante. O objetivo é oferecer a mais pessoas no mundo acesso a mercados que sejam justos, seguros e regulamentados.

A XP tem histórico de atuação central na transformação do mercado financeiro brasileiro. A empresa liderou movimentos de inovação que ampliaram o acesso a produtos, tecnologias e modelos de investimento.

Com a nova parceria, a companhia dá sequência a essa trajetória. Uma nova categoria de ativos é introduzida no Brasil, somando-se a ações, ETFs, títulos de dívida e derivativos já disponíveis no ambiente internacional da XP.

A parceria amplia o acesso dos investidores a um novo instrumento para análise de cenários e tendências. A negociação ocorre diretamente entre participantes, sem a figura de uma “casa” ou contraparte única.

A solução está disponível para clientes da marca Clear que possuam conta internacional. Ela complementa o portfólio de produtos da plataforma offshore da XP, com uma experiência digital integrada.

Nesta fase inicial, o foco está em eventos financeiros e econômicos. A escolha se deve ao potencial desses eventos para aumentar a eficiência na formação de preços e a qualidade da informação de mercado.

O acesso ao produto é feito com diligência, alinhado ao perfil dos clientes e às regras regulatórias. A XP reforça seu compromisso com educação financeira, governança e a oferta de instrumentos legítimos para auxiliar nas decisões de investimento.

Lucas Rabechini voltou a comentar, dizendo que o instrumento é trazido para ajudar os clientes a investir melhor, com mais alternativas de exposição a eventos econômicos relevantes. Ele comparou a iniciativa ao passado, quando a empresa democratizou o acesso à bolsa de valores. Agora, é dado mais um passo ao introduzir um modelo de mercado usado em economias avançadas, mantendo a responsabilidade, educação e governança.

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